Coronavírus e a Odontologia no FAST-TRACK COVID-19

Desde o dia 11 de março de 2020 a Organização Mundial de Saúde declarou a COVID-19, doença causada pelo novo Coronavírus (2019-nCoV), como uma pandemia. Isso mudou os protocolos de saúde no mundo inteiro, assim como as rotinas de todos os cidadãos. Dadas as circunstâncias, governos do mundo inteiro têm orientado que se restrinjam os procedimentos odontológicos apenas para casos urgentes, visto que há possibilidade de transmissão do vírus durante o atendimento. No Brasil, o Ministério da Saúde lançou nota acerca do atendimento odontológico no SUS, enfatizando a participação da equipe de saúde bucal no rastreamento de novos casos da  COVID-19, o chamado FAST-TRACK COVID-19. Mas como se dará exatamente a participação da Equipe de Saúde Bucal nessa estratégia? Vejamos.

Coronavírus - Atendimento Odontológico no SUS

Um documento elaborado pela Coordenação-Geral de Saúde Bucal orienta as práticas da Equipe de Saúde Bucal durante o decurso da pandemia:

  • Os atendimentos odontológicos eletivos devem ser suspensos, mantendo-se o atendimento das urgências odontológicas.
  • Os atendimentos odontológicos de urgência devem ser realizados de forma individual, evitando o compartilhamento de espaços, devido à transmissão de microorganismos.
  • As atividades coletivas devem ser postergadas (escovação dental supervisionada, aplicação tópica de flúor gel, bochecho fluoretado, entre outros).
  • Os profisionais de saúde bucal de nível técnico (Auxiliar de Saúde Bucal e Técnico de Saúde Bucal) devem auxiliar no atendimento de triagem de pacientes suspeitos da COVID-19 (denominado FAST-TRACK COVID-19) na fase inicial de identificação de pacientes sintomáticos
  • Os profissionais de saúde bucal de nível superior (Cirurgiões-Dentistas) devem auxiliar no atendimento, na fase de avaliação de sintomas e notificação, colaborando com os profissionais de enfermagem de nível superior.

Ainda segundo o documento,

O correto uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) deve ser obrigatório, independente se o usuário apresenta risco ou não de estar contaminado pelo novo Coronavírus. Em relação ao tipo de máscara, salienta-se que na maioria dos casos de atendimento odontológico, o uso da máscara cirúrgica contempla a proteção individual. O uso da máscara N95 está indicado apenas para os casos de atendimento a usuários com sintomas de infecção respiratória. Reforça-se o seu uso principalmente nos casos de procedimentos que geram aerossóis.

Vale ressaltar que devido a quantidade de novas informações que chegam todos os dias, esses protocolos não têm data de duração. Portanto, os mesmos podem sofrer alterações a qualquer momento, de acordo com o decurso da pandemia.

O documento com todo o protocolo atual (na data de edição desse post, 26/03/2020) do manejo clínico do Coronavírus na Atenção Primária à Saúde pode ser encontrado aqui. Assim como o Procedimento Operacional Padronizado (POP) para a unidade de saúde pode ser encontrado aqui.

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